A melhor forma de diminuir o sentimento de frustração é escrever, desabafar um pouco. Apesar de muito frustrado com a eliminação do Brasil nas quartas de final do torneio mais importante do futebol mundial, sinto-me conformado. Conformado por já estar esperando por esse momento, desde o dia da convocação. Não sou uma pessoa pessimista, apenas realista.
A minha frustração não é bem por causa da eliminação em si, e sim porque sei que a seleção brasileira poderia ter ido melhor preparada para os confrontos da Copa. É notória a falta de jogadores meio campistas ofensivos, os armadores do time. Com exceção do Kaká, não tínhamos mais ninguém. Julio Baptista nunca foi meia armador, simplesmente não tem habilidade suficiente para isso, Ramires e Elano também não. Será tão difícil enxergar que em uma Copa do Mundo precisamos levar o que temos de melhor? Não dá para ficar improvisando.
Ainda que tivéssemos um excelente armador, o Kaká, sabemos que ele não estava nas suas melhores condições, tanto física quanto psicológicas. Em entrevista a Rede Globo após a eliminação do Brasil no jogo contra a Holanda, ontem, dia 2 de julho de 2010, Kaká admitiu que muitas vezes pensou que não conseguiria se recuperar para a Copa, que não conseguiria corresponder às expectativas do povo brasileiro, e pasmem, não conseguiu. Não coloco a culpa no Kaká, que se esforçou demais. Para quem não sabe, este jogador tem um problema crônico no púbis, e quem já teve relata que a dor é insuportável, mesmo assim Kaká correu e suou a camisa em todos os jogos do Brasil. A culpa é do treinador que, sabendo da contusão e sabendo que o jogador não estava em suas melhores condições físicas, não convocou alguém de qualidade semelhante para dividir a responsabilidade que pesou apenas sobre os ombros de Kaká, ser o cérebro da equipe.
Essa falta de atitude do técnico, falta de ousadia, foi um fator determinante para essa eliminação.
Tenho muito o que escrever ainda, mas vou dividir as minhas ideias em partes para a leitura não ficar muito pesada e cansativa.
Desabafo de um velho cansado
Motivado por familiares e amigos, decidi me unir a um companheiro de longas datas para falarmos, ou melhor, desabafarmos sobre assuntos diversos. Numa hora sobre o dia-a-dia rotineiro, noutra, futebol, velhas lembranças e outras coisas mais... Boa leitura!
sábado, julho 03, 2010
quinta-feira, julho 01, 2010
Zebras na Copa?
Andam dizendo que a Copa do Mundo 2010 é a “Copa das Surpresas”. Discordo. Uniforme de seleção não joga sozinho. Não importa a história do país em copas do mundo, se não tiver jogador com qualidade suficiente para defender a nação não irá chegar a lugar algum.
A França ficou em último de um grupo teoricamente fácil. Já vinha com problemas há tempos, com atuações pouco expressivas, já não passava confiança de que iria fazer uma boa Copa e ainda deixou de convocar jogadores importantes por motivos políticos. Houve o episódio da briga entre a comissão técnica e os jogadores, jogadores fazendo motim, boicotando treino, e a situação, que já não era favorável, ficou ainda pior. Não me surpreendeu o acontecido, a eliminação na primeira fase.
A Itália, da mesma forma que a seleção francesa, embora viesse se apresentando melhor, deixou de fora jogadores de alta qualidade, como o atacante Francesco Totti.
Já no primeiro jogo demonstrou fraqueza, conseguindo apenas um empate. Fraqueza esta confirmada com outro empate no segundo jogo, só que agora contra uma seleção de nível muito inferior, a Nova Zelândia, ou seja, a derrota no terceiro confronto e a precoce eliminação do Mundial não foi algo inesperado.
A grande seleção inglesa conseguiu se classificar entre os 16 melhores países, mesmo com a “ausência” de seu principal jogador, Wayne Rooney, que apesar de ter sido escalado como titular em todas as partidas, não passou perto de corresponder as grandes expectativas, apresentando um futebol, no mínimo, ridículo.
Na fase do “mata-mata”, nas oitavas de final, o English Team caiu diante de uma renovada equipe alemã, que não vêm apresentando aquele futebol burocrático e tem se mostrado bastante ofensiva.
Enquanto isso, os peritos em futebol fingem-se de cegos para não ver a crescente evolução do futebol asiático e, principalmente, africano. Essas seleções vêm, ao longo dos anos, melhorando taticamente e desenvolvendo tecnicamente seus jogadores.
Grande parte das seleções tidas como “zebras” tem exportado jogadores excepcionais para o futebol europeu, como por exemplo, a Costa do Marfim, que tinha entre seus atletas convocados cerca de 10 jogadores atuando em grandes clubes da Europa, fazendo com que não fosse novidade, somente para quem não quisesse enxergam, o fato de que eles iriam dificultar, e muito, as atuações das seleções favoritas.
Não dá para dizer que é a “Copa das Zebras”. Analisando imparcialmente todas as seleções, sem pensar historicamente, mas pelos jogadores convocados e pelo futebol apresentado recentemente, surpresa para mim seria ver esse ano a reprise da final da Copa do Mundo de 2006, entre Itália e França.
A França ficou em último de um grupo teoricamente fácil. Já vinha com problemas há tempos, com atuações pouco expressivas, já não passava confiança de que iria fazer uma boa Copa e ainda deixou de convocar jogadores importantes por motivos políticos. Houve o episódio da briga entre a comissão técnica e os jogadores, jogadores fazendo motim, boicotando treino, e a situação, que já não era favorável, ficou ainda pior. Não me surpreendeu o acontecido, a eliminação na primeira fase.
A Itália, da mesma forma que a seleção francesa, embora viesse se apresentando melhor, deixou de fora jogadores de alta qualidade, como o atacante Francesco Totti.
Já no primeiro jogo demonstrou fraqueza, conseguindo apenas um empate. Fraqueza esta confirmada com outro empate no segundo jogo, só que agora contra uma seleção de nível muito inferior, a Nova Zelândia, ou seja, a derrota no terceiro confronto e a precoce eliminação do Mundial não foi algo inesperado.
A grande seleção inglesa conseguiu se classificar entre os 16 melhores países, mesmo com a “ausência” de seu principal jogador, Wayne Rooney, que apesar de ter sido escalado como titular em todas as partidas, não passou perto de corresponder as grandes expectativas, apresentando um futebol, no mínimo, ridículo.
Na fase do “mata-mata”, nas oitavas de final, o English Team caiu diante de uma renovada equipe alemã, que não vêm apresentando aquele futebol burocrático e tem se mostrado bastante ofensiva.
Enquanto isso, os peritos em futebol fingem-se de cegos para não ver a crescente evolução do futebol asiático e, principalmente, africano. Essas seleções vêm, ao longo dos anos, melhorando taticamente e desenvolvendo tecnicamente seus jogadores.
Grande parte das seleções tidas como “zebras” tem exportado jogadores excepcionais para o futebol europeu, como por exemplo, a Costa do Marfim, que tinha entre seus atletas convocados cerca de 10 jogadores atuando em grandes clubes da Europa, fazendo com que não fosse novidade, somente para quem não quisesse enxergam, o fato de que eles iriam dificultar, e muito, as atuações das seleções favoritas.
Não dá para dizer que é a “Copa das Zebras”. Analisando imparcialmente todas as seleções, sem pensar historicamente, mas pelos jogadores convocados e pelo futebol apresentado recentemente, surpresa para mim seria ver esse ano a reprise da final da Copa do Mundo de 2006, entre Itália e França.
domingo, junho 27, 2010
Ai que saudade...
Saudade é um sentimento estranho. Na maioria das vezes vem junto da tristeza. Saudade de alguém que já se foi, saudade de um momento que não voltará mais, sei lá... Mas será que a saudade é um sentimento triste?
Não consigo pensar dessa forma. Sentimos saudades pois vivemos momentos felizes. Porquê estragar essas agradáveis lembranças com a tristeza? Sinta saudade, mas sinta-se feliz, relembre com felicidade dos saudosos momentos, não fique triste por não voltarem mais, e sim grato e feliz por terem acontecido.
Quando sentimos saudades das pessoas que amamos, por mais que estejamos separados a poucos segundos, parece que é um sentimento que nunca irá acabar. Não sofra com a ausência, alegre-se por poder se sentir assim, agradeça por ter encontrado alguém que te faça sentir assim, orgulhe-se de se sentir miserável de saudade nos momentos em que não tem o seu amor ao seu lado.
Não sofra desnecessariamente, é perda de tempo. Tente a todo segundo ser feliz, pois, no final, será a única coisa que importará.
Não consigo pensar dessa forma. Sentimos saudades pois vivemos momentos felizes. Porquê estragar essas agradáveis lembranças com a tristeza? Sinta saudade, mas sinta-se feliz, relembre com felicidade dos saudosos momentos, não fique triste por não voltarem mais, e sim grato e feliz por terem acontecido.
Quando sentimos saudades das pessoas que amamos, por mais que estejamos separados a poucos segundos, parece que é um sentimento que nunca irá acabar. Não sofra com a ausência, alegre-se por poder se sentir assim, agradeça por ter encontrado alguém que te faça sentir assim, orgulhe-se de se sentir miserável de saudade nos momentos em que não tem o seu amor ao seu lado.
Não sofra desnecessariamente, é perda de tempo. Tente a todo segundo ser feliz, pois, no final, será a única coisa que importará.
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