Andam dizendo que a Copa do Mundo 2010 é a “Copa das Surpresas”. Discordo. Uniforme de seleção não joga sozinho. Não importa a história do país em copas do mundo, se não tiver jogador com qualidade suficiente para defender a nação não irá chegar a lugar algum.
A França ficou em último de um grupo teoricamente fácil. Já vinha com problemas há tempos, com atuações pouco expressivas, já não passava confiança de que iria fazer uma boa Copa e ainda deixou de convocar jogadores importantes por motivos políticos. Houve o episódio da briga entre a comissão técnica e os jogadores, jogadores fazendo motim, boicotando treino, e a situação, que já não era favorável, ficou ainda pior. Não me surpreendeu o acontecido, a eliminação na primeira fase.
A Itália, da mesma forma que a seleção francesa, embora viesse se apresentando melhor, deixou de fora jogadores de alta qualidade, como o atacante Francesco Totti.
Já no primeiro jogo demonstrou fraqueza, conseguindo apenas um empate. Fraqueza esta confirmada com outro empate no segundo jogo, só que agora contra uma seleção de nível muito inferior, a Nova Zelândia, ou seja, a derrota no terceiro confronto e a precoce eliminação do Mundial não foi algo inesperado.
A grande seleção inglesa conseguiu se classificar entre os 16 melhores países, mesmo com a “ausência” de seu principal jogador, Wayne Rooney, que apesar de ter sido escalado como titular em todas as partidas, não passou perto de corresponder as grandes expectativas, apresentando um futebol, no mínimo, ridículo.
Na fase do “mata-mata”, nas oitavas de final, o English Team caiu diante de uma renovada equipe alemã, que não vêm apresentando aquele futebol burocrático e tem se mostrado bastante ofensiva.
Enquanto isso, os peritos em futebol fingem-se de cegos para não ver a crescente evolução do futebol asiático e, principalmente, africano. Essas seleções vêm, ao longo dos anos, melhorando taticamente e desenvolvendo tecnicamente seus jogadores.
Grande parte das seleções tidas como “zebras” tem exportado jogadores excepcionais para o futebol europeu, como por exemplo, a Costa do Marfim, que tinha entre seus atletas convocados cerca de 10 jogadores atuando em grandes clubes da Europa, fazendo com que não fosse novidade, somente para quem não quisesse enxergam, o fato de que eles iriam dificultar, e muito, as atuações das seleções favoritas.
Não dá para dizer que é a “Copa das Zebras”. Analisando imparcialmente todas as seleções, sem pensar historicamente, mas pelos jogadores convocados e pelo futebol apresentado recentemente, surpresa para mim seria ver esse ano a reprise da final da Copa do Mundo de 2006, entre Itália e França.
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